Alergia alimentar pode causar perdas nutricionais

alergia ao leiteHoje estava lendo um artigo publicado em um Forum de Saúde Pública na Internet quando me deparei com algumas informações bastante relevantes e que devem servir como alerta para os pais de crianças que sofrem com alergias alimentares. Resolvi disponibilizar alguns trechos aqui no Semlactose. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

“Responsável por 90% dos casos de alergia alimentar, a Alergia ao Leite de Vaca atinge cerca de 5,7% das crianças brasileiras, principalmente no primeiro ano de vida. ‘Nesses casos, o tratamento exige a exclusão total de leites e derivados da dieta, inclusive da mãe (em situações de aleitamento materno), pois quantidades mínimas da proteína do leite podem desencadear reações alérgicas sérias’, explica a Dra. Roseli Sarni, nutróloga pediatra da Unifesp, presidente do Instituto Girassol e do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

A especialista ressalta também que a maior dificuldade é o diagnóstico, pois os sinais e sintomas da ALV se parecem com os de outras doenças e isso acaba dificultando o diagnóstico e retardando o início do tratamento. A demora por um diagnóstico preciso aconteceu com Ana Clara, de 7 meses, que foi diagnosticada tardiamente com alergia ao leite de vaca. A mãe, Carla Cristina Carvalhal Gomes, conta que durante o aleitamento materno apareceu o primeiro sintoma: a descamação na pele. O vômito foi o segundo sintoma e surgiu logo que o bebê começou a tomar leite em pó. ‘O pediatra não desconfiou da alergia e sugeriu apenas a troca para o leite de soja, mas os sintomas não desapareceram’, explica. Após essa tentativa, o pediatra receitou a fórmula especial composta de aminoácidos livres (Neocate), pois, além dos sintomas, Ana Clara não estava ganhando peso. O médico, inclusive, informou a mãe sobre o fornecimento gratuito da fórmula pelo governo.”

A alergia alimentar e o fator nutricional

“Um inquérito epidemiológico realizado em 11 estados brasileiros mostra que 25% das crianças com alergia ao leite de vaca apresentam déficit nutricional e desnutrição. Isto pode ocorrer devido à doença ou quando a dieta substitutiva não atende às necessidades de nutrientes fundamentais para o crescimento e desenvolvimento dos bebês, principalmente energia, proteínas, gorduras e cálcio. ‘Essa doença merece uma vigilância no ganho de peso e da estatura da criança’, destaca Dra. Roseli Sarni.

Esse quadro ocorre em conseqüência de alguns fatores: ingestão alimentar insuficiente, má-absorção intestinal, perda de substâncias que aumentam a necessidade de nutrientes, aumento da necessidade de energia, dieta substitutiva inadequada. ‘O prejuízo da carência nutricional não é recuperado, podendo deixar seqüelas irreversíveis no crescimento e desenvolvimento da criança’, ressalta a especialista. Estudos mostram que o uso de fórmulas infantis adequadas (extensamente hidrolisadas ou à base de aminoácidos) pode prevenir ou minimizar o déficit nutricional.

Para a Dra. Roseli Sarni, a ALV continua sendo um grande desafio na prática pediátrica e a sua prevalência encontra-se em ascensão. A especialista lembra que o leite de cabra e produtos à base de soja também podem desencadear reações alérgicas: ‘fórmulas de soja e leite de cabra não são adequados para substituir o leite materno na prevenção da alergia ao leite de vaca’. Vale dizer que a maioria das crianças desenvolvem tolerância clínica à proteína do leite de vaca nos primeiros três anos de vida, por isso, o acompanhamento e orientação médica devem ser freqüentes. “

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