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Universidades oferecem cardápio especial para alérgicos

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O crescente número de alunos com necessidades de alimentação especial levou universidades nos Estados Unidos a adaptarem os cardápios de seus refeitórios para oferecerem opções isentas de glúten, leite, ovos, entre outros alimentos causadores de alergias alimentares. A apenas alguns metros do refeitório universitário de uma faculdade de Boston, em Massachussets, há uma pequena cozinha frequentada por um grupo de alunos. Nela há um freezer e um refrigerador cheios de lanches isentos de glúten como pizza, waffles e pães, assim como bebidas isentas de leite. Os armários estão repletos de cereais e biscoitos sem glúten e a cozinha também possui uma tostadeira, microondas, tábuas para corte e utensílios plásticos que nunca foram utilizados com outros tipos de alimentos. Para alunos que precisam ser muito cuidadosos com aquilo que comem, este local é um porto seguro. E isso não é tudo, os alunos também podem fazer seus pedidos para uma refeição completa no refeitório, preparadas especialmente para a dieta individual do alérgico. Pessoas com alergias e intolerâncias alimentares, ao entrarem para uma vida acadêmica, muitas vezes com longas horas fora de casa, ficam com opções muito restritas para a sua alimentação. Atentas as necessidades dos alunos com alergias e intolerâncias alimentares, algumas universidades nos Estados Unidos resolveram investir em diferenciais importantes para este público. A Penn State e a Universidade de Michigan são dois bons exemplos. Nos seus refeitórios espalhados em diferentes campi, eles oferecem as refeições do café da manhã, almoço e jantar, todas marcadas com ícones das 5 principais categorias de alérgenos. Laticínios, glúten, peixe e crustáceos, nozes e ovos. A Penn State oferece um cardápio especial, que pode ser solicitado com antecedência e mantém um serviço de orientação nutricional que auxilia universitários a escolher os alimentos mais adequados as suas necessidades. Já a Universidade de Michigan oferece o My Nutrition At Michigan, uma página no site da Universidade especialmente elaborada para o universitário planejar o seu cardápio. Ele pode clicar nos ingredientes que não pode consumir e assim verificar o cardápio oferecido no refeitório que não contém esses ingredientes. Além disso, ao clicar em cada prato, também é possível saber todas as informações nutricionais. Um pena que iniciativas como estas ainda não sejam vistas no Brasil, mas fica a dica para as faculdades de nutrição e gastronomia, seus estudantes e professores, para que iniciem projetos que possam melhorar a qualidade de vida de alérgicos e intolerantes a diferentes alimentos dentro das próprias universidades.

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Sobre o autor

Portoalegrense, graduada em Letras, MBA em Marketing de Serviços pela ESPM-RS e MBA Executivo pela FDC. Na área de culinária, Luciane fez cursos no IESB, Escola de Gastronomia de Brasília, além de diversos workshops no Brasil e no exterior. Após descobrir sua intolerância à lactose em 2006, Luciane passou a pesquisar o tema e deu início à criação e adaptação de receitas, substituindo ingredientes e experimentando novos sabores. Em 2007 nasce o Semlactose.com e, desde então, Luciane atua como editora e administradora do site, sempre em busca de novidades na área.

3 Comentários

  1. Tenho visto crianças pequenas ,descobrindointolerância à lactose depois de muito sofrimento(rinites,bronquites,pneumonias e refluxos entre outros).Mesmo frequentando clínicas renomadas mensalmente pora consultas de rotina,além de mais duas ou três emergências mensais….Os pediatras não se dão conta?Não es tão atentos???O que vcs tem visto com relação aos diagnósticos tardios????

    • Gloria, na verdade rinites, bronquites, pneumonias e outros problemas como erupções cutâneas, inchaço nos lábios e boca são reações relativas a alergia às proteínas do leite e não relativas a intolerância à lactose. Minha visão pessoal é que os pediatras parecem estar mais atentos hoje do que há 10 anos atrás, mas ainda parece haver um longo caminho a ser percorrido quando vejo a forma como as alergias alimentares são conduzidas em outros países, onde se fala sobre o assunto há mais tempo. Alguns países já possuem políticas públicas de prevenção de alergias alimentares e políticas de educação em escolas. Aqui no Brasil já há pequenos movimentos nesse sentido e o Semlactose busca ser um interlocutor nesse aspecto, mas é necessário que mais instituições se mobilizem por esta causa. abs

  2. Paula Guedes Bigogno on

    Que ótimo! Tenho sonhado com isso! É uma pena que a maioria das pessoas seja tão ignorante (desculpem o termo) com relação a isso e que muitas vezes, a falta de recursos dificulte as coisas. É bom ter notícias de exemplos assim. Ainda que distante da realidade da maioria isso pode e deve ser prenúncio de uma alimentação mais "democrática", digamos assim. rsrs..

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