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Galactosemia – Entenda melhor esta doença e sua relação com a lactose

GalactosemiaA lactose é um dissacarídeo, um açúcar composto de 2 monossacarídeos, a glicose e a galactose. A digestão da lactose é a sua quebra nesses dois monossacarídeos. A galactose e a glicose entram na corrente sangüínea, onde então a galactose é convertida em mais uma molécula de glicose. Pessoas com galactosemia digerem a lactose adequadamente, no entanto, elas não possuem a enzima que converte a galactose em glicose.

Por esse motivo a galactose acumula-se na corrente sangüínea, causando uma série de problemas sérios de saúde, como danos no fígado, cérebro, olhos e rins causados pelo acúmulo de galactose no sangue, podendo levar até a morte.

A galactosemia é uma doença hereditária rara. Os sintomas mais comuns da doença são vômitos, aumento do fígado e pigmentação amarelada. Ela se manifesta, normalmente, após os primeiros dias de vida, por causa da ingestão do leite materno. A boa notícia é que ela pode ser identificada assim que o bebê nasce, através de um exame de sangue, o conhecido “teste do pezinho”. Esse é o momento ideal de se detectar o problema, pois os danos causados pela galactosemia poderão ser reduzidos quando ela é diagnosticada precocemente.

O tratamento para a galactosemia é a restrição completa de alimentos que contenham lactose ou galactose. Isso quer dizer que todos os produtos que contenham leite ou derivados de leite deverão ser totalmente excluídos da dieta, bem como algumas frutas que contêm galactose, como mamão papaya, figos secos, abacaxi, melancia, entre outras. Ao introduzir alimentos sólidos na dieta do bebê, é importante verificar todos os rótulos de alimentos que sejam industrializados, de forma a evitar por completo a ingestão da galactose. É fundamental que o bebê com galactosemia seja acompanhado desde o início por um nutricionista para que ele possa ter uma alimentação adequada ao seu crescimento. A dieta isenta de lactose e galactose deverá ser permanente, e um controle constante dos níveis de galactose no sangue devem ser realizados periodicamente e acompanhados por um especialista.

O maior desafio está em criar uma rotina familiar e escolar que seja adequada à criança com galactosemia. Cuidados com a alimentação na escola, festas e restaurantes são fundamentais, mas com disciplina e criatividade é possível contornar esta situação. A PGC – Parents of Galactosemic Children (Associação de Pais de Crianças Galactosêmicas), em Nova York, dá diversas dicas para as famílias organizarem suas rotinas e melhorar a qualidade de vida das crianças com glactosemia (em inglês).

Referências

http://www.intercientifica.com.br/tri_gala.htm
http://www.savebabies.org/diseasedescriptions/galactosemia.php
http://www.galactosemia.org

Luciane é fundadora e editora do Semlactose.com há mais de 10 anos e sócia da Anitah Alimentos, empresa de alimentos sem glúten e sem lactose. Luciane descobriu sua intolerância à lactose em 2006 e desde então atua como pesquisadora sobre o tema de intolerâncias e alergias alimentares criando e adaptando receitas, além de aprimorar suas habilidades culinárias através de cursos de gastronomia no Brasil e no exterior.

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