O que há de novo sobre a intolerância à lactose?

O que há de novo sobre a intolerância à lactoseInteressado em saber o que está sendo discutido pelos maiores especialistas da área? Leia um breve resumo sobre recentes estudos realizados por pesquisadores da Europa e América do Norte sobre a intolerância à lactose. A imagem que ilustra este post são cristais de lactose.

1. Um novo estudo na área mostrou que pessoas que sofrem com a intolerância à lactose podem amenizar os sintomas desta intolerância alimentar ao incorporarem pequenas quantidades de certos alimentos que contém lactose em sua dieta. Dezessete meninas afro-americanas (entre 11 – 15 anos) foram submetidas a uma dieta de 33g de lactose por dia. Testes de inalação de hidrogênio foram conduzidos nas pacientes uma vez ao dia. Quatorze das dezessete meninas apresentaram problemas de digestão da lactose. Ao final deste estudo, todas as participantes tiveram uma redução na produção de hidrogênio apresentada nos exames. Esta redução demonstra que a colônia de bactérias possui a capacidade de adaptar-se a uma dieta com lactose.

2. Novos estudos sobre a intolerância à lactose revelam uma correlação positiva entre genes e a intolerância à lactose. Pesquisadores do Departamento de Medicina Interna da Medical University of Graz, Áustria, utilizaram o teste de inalação de hidrogênio a fim de verificar se havia uma relação entre pessoas que são intolerantes a lactose e este determinado gene. Através deste novo exame, será possível identificar pessoas com esta intolerância alimentar e este será útil na diferenciação entre intolerância à lactose e outros problemas de saúde como a Síndrome do Intestino Irritável e Alergia ao Leite.

3. Médicos preocupam-se que pacientes com IL não incluam uma quantidade suficiente de cálcio em sua alimentação, aumentando assim o risco de desenvolver osteoporose. Um novo estudo feito pelo Departamento de Genética Médica na Universidade de Helsinki, na Finlândia, entretanto, mostrou que pacientes possuem a mesma incidência de osteoporose do que aqueles que toleram a lactose. Neste estudo, 52 mulheres (23%) com o gene da intolerância à lactose tiveram osteoporose, enquanto 59 mulheres (15,3%) que não possuíam o gene da intolerância à lactose, tiveram osteoporose. A diferença não foi estatisticamente significativa. Os autores sugerem que pacientes com IL consumam suplementos de cálcio com maior freqüência, uma vez que eles não consomem laticínios em sua dieta.

4. Um outro estudo realizado recentemente discorre sobre o fato de pacientes que estão recebendo tratamento quimioterápico possuírem mais chances de tornarem-se intolerantes à lactose (94% dos pacientes que receberam tratamento quimioterápico neste estudo tornaram-se intolerantes à lactose). Em um outro estudo, mostrou-se que há uma correlação positiva entre a intolerância à lactose e a intolerância à frutose (açúcar encontrado em diversos alimentos). Este estudo, publicado no Clinical Nutrition Journal, sugere que 47% dos sujeitos com intolerância à lactose, também são intolerantes à frutose.

Fonte:
O resumo dos estudos acima apresentados foram traduzidos do artigo intitulado Lactose Intolerance: Definition, Symptioms and Treatment, dos autores Eli D. Ehrenpreis, MD, Rush University Medical School, Chicago, Illinois e Benjamin Z. Ehrenpreis, Bradley Univeristy, Peoria, Illinois. O artigo foi publicado pela IFFGD – International Foundation for Functional Grastrointestinal Disorders (EUA) e revisado em 9/2007.

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